Cassilandia Jornal

notícia publicada em 27/10/2017 �s 14:33:52

Batalhão de Choque da PM quer usar fuzis AR-15 apreendidos para combate ao crime
 
Cassilândia Jornal   
 Cr�ditos da Foto: Divulgação 
A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) encaminhou à Justiça de Mato Grosso do Sul ofício solicitando a doação de fuzis AR-15 apreendidos pelas forças de segurança no estado. O armamento de grosso calibre, usado principalmente por traficantes e assaltantes que praticam o roubo do tipo cangaço, serão destinados ao Batalhão de Choque da Polícia Militar, unidade especializada em operações de conflito.

A liberação do armamento, apesar de amparada pelo Decreto 8.938, editado no fim do ano passado pelo Governo Federal, depende de autorização judicial.

De acordo com o secretário José Carlos Barbosa, titular da Sejusp, a medida tem por finalidade, além de amenizar os custos de gestão, colocar os policiais sul-mato-grossenses em pé de igualdade com facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que invadiram o estado para cometer assaltos e adquirir entorpecentes nas fronteiras com a Bolívia e o Paraguai.

“Existe uma lei federal que ampara o recebimento destas armas. Inclusive, houve uma apreensão feita no interior de São Paulo que será compartilhada com a gente e o Paraná”, explicou Barbosa.

Conforme amparado por Lei, interessa ao Estado apenas fuzis 762 (AR-15), 223 e pistolas .40. Outras armas como espingardas e revólveres, apreendidos com frequência, são encaminhadas ao Exército Brasileiro para descarte.

No dia 21 de setembro, o Comando Militar do Oeste destruiu com rolo compressor 1.260 armas, 15 lunetas, 19 miras telescópicas e 97 outros acessórios.

O material foi armazenado e encaminhado para destruição final na siderúrgica de Corumbá. Os armamentos que têm serventia ficam à disposição para doação, com preferência para a corporação que fez a apreensão.

Arsenal

Preso no dia 26 de agosto pelo Batalhão de Choque, Djalma da Silva Moreno, de 50 anos, armazenava em casa, no Jardim Inápolis, região do Indubrasil, um fuzil 556 Spikes Tactical Apopka, modelo “AR-15”, fabricado nos Estados Unidos, com mira holográfica (que aumenta a precisão em disparos de reflexo) e dois carregadores.

A arma, avaliada em aproximadamente 800 dólares, tem capacidade de destruição considerável e mantém letalidade com alvos até 550 metros de distância. O modelo é um dos que serão destinados ao Choque, conforme ofício encaminhado pela Sejusp.

Também foi apreendida com Djalma uma submetralhadora Rugger calibre nove milímetros com um carregador considerada pelos militares como ideal para confrontos em curta distância.

No local havia ainda uma pistola calibre .765 com carregador e 10 munições intactas. No quarto dele, dentro uma sapateira foram recolhidas 341 munições, dentre as quais 29 de calibre .762, 99 de .556, 84 de calibre 9 milímetros, 37 de .380, 33 de calibre .38, 30 de .765 e 20 munições de calibre .32 e uma espingarda. O material seria empregado pelo PCC em ataque contra autoridades e agentes de segurança.

Lei

Em agosto deste ano, com base na grande quantidade de armas apreendidas em todo o país, o Ministério da Defesa regulamentou a doação para órgãos de segurança pública, conforme previsão do Decreto 8.938. A instrução do Comando do Exército com os procedimentos para a doação foi publicada no Diário Oficial da União.

De acordo com as regras estabelecidas pela Direção de Fiscalização de Produtos Controlados (DFPC), as armas e munições apreendidas entregues ao Exército devem ser identificadas em um guia, a ser preenchido pela autoridade que entrega o armamento.

A prioridade de doação e os órgãos que serão contemplados serão relacionados em outro documento preenchido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e remetido ao DFPC.

Tanto o órgão policial responsável pela apreensão das armas, quanto o que não tem nenhum armamento apreendido podem se manifestar indicando o interesse. Se a instituição tiver feito a apreensão, o prazo para a manifestação que indique o interesse ou a necessidade pelo armamento é de dez dias após o envio do material pelo juiz competente. Outros órgãos interessados podem se manifestar a qualquer momento.


Fonte: correiodoestado

Comentários
 Mais notícias
 
Mais Médicos: 8 mil profissionais brasileiros inscritos no novo edital (v. 92)
 
Zeca denuncia direcionamento em chamada pública para saúde indígena do MS (v. 95)
 
MEGA-SENA ACUMULA E PODE PAGAR R$ 39 MILHÕES NESTE SÁBADO (v. 90)
 
Crea-MS: em eleição marcada por impugnações, candidato renuncia (v. 110)
 
Faculdades oferecem mais de 67 mil bolsas de estudo em MS (v. 107)